quarta-feira, fevereiro 15

Segredo

Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça

nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa

deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço

Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar

nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar.

Segredo, Maria Teresa Horta

7 Comments:

Blogger Su said...

belo, gostei de ler
jocas maradas para ti, cheias de coisas boas

9:05 da tarde  
Blogger Pamina said...

Também gostei, especialmente do 3º "bloco".
Um beijinho.

11:53 da tarde  
Blogger Cláudia said...

Discreta, mas deliciosamente ousado. Faz-nos fechar os olhos e ficar a tentar imaginar o que aconteceu a seguir...

Beijinho ***

11:06 da manhã  
Blogger noiseformind said...

Segunda visita!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Como vês as maravilhas não param de se suceder neste nosso mundo industrializado e tecnológico.
Não foi uma visita directa, passei primeiro pelo tasco da Rosebud. Mas curti tanto o teu comentário lá que disse para mim mesmo: "Peter, então tás sempre a ir ao site da Rosebud sem sequer te teres masturbado com ela ao tele e nunca clicas no link da Andorinha???????????????????"
E pronto... toca a clicar... clic aqui e apareceu o perfil, clic acolá e apareceu o blog ; ))))))))))))))))))))))))))
E logo com esta poesia lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Realmente, aqui entre nós que ninguém nos ouve, acho que malta como nós está em vias de extinção! Ponto final! Morremos e não vem mais ppl substituir-nos. A malta aqui do feudo fica de pantufas enfiada no sofá a ver um DVD e dá o caso por encerrado. Na vertigem de serem iguais ao que acham serem as pessoas felizes anulam-se a elas mesmas. Claro que pagámos o preço, numas noites temos 3 ou 4 pessoas na cama, noutras só estão lá os cães. Mas não há nada a fazer em relação a isso miúda, aceitámos os dias bons e maus e sabemos que os somatórios não são lineares. E, tal como o héliio dentro do balão, à primeira oportunidade de sairmos de nós mesmos para descobrir novos mundos lá vamos nós como balas. Muitas vezes falhámos o alvo, embatemos em rochas duras que nos deformam. E por isso mesmo cada vez mais dificilmente aceitámos ser colocados dentro do tambor da pistola da expectativa, lidámos, com a naturalidade de quem não vê a preto e branco as dualidades do mundo, com as dificuldades com um sorriso nervoso de dúvida, pq sabemos que não somos capazes de repetir os mesmo erros da mesma forma. Errar sim, mas sempre de forma diversa. De erro em erro até aceitar o erro em nós mesmos, que aceitar o dos outros é coisa para cristãos (ainda mais praticantes que nós).

Quanto ao post mais abaixo... o Preto (presumo do P.....) é um amigo de que sempre me falaste com estima. Como sempre disseste, um homem com 35 de QI é deficiente, mas se a medida for aplicada em outras zonas não interessa o QI ; )))))))))))))))))))))))))))))) loooooooooooooooool loooooooooooooooooool loooooooooooooooooooooool loooooooooooooooool eu sou um cultivador de oportunidades iguais como já reparaste. Não vou além do eco dos meus passos. Tu tens feito eco deles e vamos avançando no território um do outro. Para mim fazer amizades é tão simples como isto. E tem-se revelado tão difícil como isto. Gente com vontade de fazer amigos há aí aos pontapés, fechados no nervosismo da espera de uma sms ou de uma chamada no telemóvel. Pessoas capazes de pegarem nuns minutos de si para darem aos outros e partilharem com os outros sem ser uma sessão de "a minha vida é uma merda e vou descarregar em ti e como és meu amigo vais ter de ouvir" é um acto de clemência para com os ouvidos alheios que só encontrei até hoje em pessoas ou muito novas ou muito livres.

E tu claro, estás em ambas as categorias ; )))))))))))))) cota...

; ))))))))))))))

Joks


Peter aka noiseformind aka MAISMAISFODE-MEFODE-ME

1:53 da tarde  
Blogger andorinha said...

Su,
Pamina
Cláudia
Ainda bem que gostaram.:)
Beijinhos

Noise,
Deixaste-me sem palavras, miúdo.:)
É lindo o que escreveste!
Estou comovida, sinceramente, e quando assim é, as palavras não saem...
Beijinhos doces e ternos.:)

6:59 da tarde  
Blogger Anna^ said...

Este poema é lindo...tanta sensualidade...diz tanto "em segredo" !

bjokas e fica bem ":o)

7:45 da tarde  
Blogger andorinha said...

Anna^,
Descobri este poema por acaso ao folhear uma revista. Fiquei deslumbrada.
Fica bem, também.:)
Beijinhos.

8:15 da tarde  

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