sexta-feira, junho 3

Amar...

Amar, amar perdidamente, como diria a Florbela, não é apanágio apenas de alguns. O coração só envelhece fisicamente. Como tudo o resto, aliás. Mas os sentimentos têm pouco a ver com a idade e mais com a apetência de cada um.
Quando as mulheres chegam a certa idade têm medo de amar, porque têm medo de ser socialmente proscritas. Mas a capacidade está lá. Fechada. Basta ter a coragem de abrir a janela.

Bom fim de semana a todos e...não se esqueçam de amar.:)

12 Comments:

Blogger Mitsou said...

Janela aberta de par em par! Com um grande sorriso, o meu beijinho carinhoso, Amiga :)

10:24 da tarde  
Blogger circe said...

Andorinha,

A gente não se cansa de amar,
Eles é que se "esquecem" disso!

LOL
Um beijinho, e bfs ;)

10:46 da tarde  
Blogger andorinha said...

Mitsou,
Um grande beijinho, amiga.:)

Circe,
Eles são muito esquecidos...:(
Beijinho e bom fds também.

11:04 da tarde  
Blogger Anna^ said...

Que bonito post :)
Eu tenho a janela "escancarada" ;)
Sou uma sortuda :)

bjokas e um bom fds ":o)

12:37 da manhã  
Blogger Pamina said...

Dizes que as mulheres de uma certa idade têm medo de amar devido a pressões sociais. Sabes o que me irrita solenemente? Quando os filhos procuram impedir os pais, na casa dos 70 ou 80, de começarem uma relação com alguém que conheceram, por exemplo num Centro de Dia.

Acho que não te importas que use hoje um espaço maiorzinho aqui nos teus comentários. Porque é que as discussões hão-de ter apenas lugar no Murcon?

Lembrei-me de um argumento dum filme italiano lindo cujo nome não me recordo neste momento.
Um casal de reformados foi "dividido", por razões práticas de alojamento, pelos 2 filhos que pensaram: "Não tem importância viverem separados, se já não fazem nada".
Numa noite de Natal, em que se juntaram todos, tornou a reacender-se a chamazinha da paixão entre eles. Começaram então a encontrar-se em segredo e a passar as tardes num quarto de hotel.
Entretanto, chegaram as férias de Verão e a mulher foi obrigada a partir, enquanto o marido ficou na cidade, em casa do filho ausente, sem dinheiro suficiente para o bilhete de combóio que o conduziria para junto dela.
Como diz o ditado "when there's a will there's a way". Por meio de vários estratagemas ele lá conseguiu arranjar o dinheiro e aparecer na casa de férias onde se encontrava a mulher.
Os filhos não só ficaram espantados como chocados com este desejo dos pais permanecerem juntos contra tudo e contra todos: "Na idade deles, por amor de Deus".
O casal de apaixonados acabou por fugir, como dois adolescentes, e por achar um cantinho só deles, tomando conta de um farol.
O filme acaba com a mãe lendo uma carta que está a escrever aos filhos, na qual diz que ambos estão bem e felizes juntos.

Um amigo meu tem um nome para os que não amam e tentam impedir que os outros se amem, mas não vou ecrever aqui, porque não é lá muito bonito.

Também bom fim-de-semana e, como tu dizes, nada de desistir do amor.

12:43 da manhã  
Blogger andorinha said...

Anna^,
Mantém sempre a janela escancarada.:)
Beijinho e bom fds.

Pamina,
Podes, assim como qualquer um, usar todo o espaço que quiseres. Até fico feliz por isso.
Os preconceitos dos filhos em relação ao facto de os pais poderem iniciar uma relação amorosa a partir de uma certa idade são lamentáveis.
Parece que se determina que há uma idade limite para o amor, o que é terrivel.
Precisamente hoje vi na SIC uma reportagem que focava o amor na terceira idade e foi lindo e ternurento ver pessoas com 70 e 80 anos a viverem ternamente apaixonadas por alguém que tinham conhecido já nesta fase avançada da vida. A alegria e felicidade com que falavam e que transparecia nos seus rostos deveria fazer pensar aqueles que acham que o amor nessas idades é obsceno. E falaram da sua sexualidade com uma naturalidade que me espantou e que poderia servir de exemplo a muita gente.
Obrigada pelo teu excelente contributo.
Beijinho

2:50 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

"Este é um convite para no dia 16 de junho fazermos juntos o Bloom-Blogsday. O Bloomsday é uma data festiva, que o mundo inteiro comemora, dedicada ao escritor irlandês James Joyce, cuja obra literária revolucionou a Literatura moderna. A data refere-se ao dia em que Joyce teve um encontro especial com sua futura mulher, Nora Barnacle. Esta data, em 1904, norteou “Ulisses”, protagonizado pelo personagem Leopold Bloom, do qual se extraiu o nome do evento, o Bloomsday. Pois bem, o Bloom-Blogsday será uma reunião blogueira para comemoração da data. No dia 16 postarei trechos de "Ulisses" e links com informações sobre o autor e sua obra. Quem quiser é só procurar o seu trecho favorito, ou um link, ou o que quiser sobre a obra, e enviar-me por e-mail (neste endereço ou em odisseialiteraria [arrôba] gmail.com) ou abrir a caixa de comentários no dia 16 de junho e postá-lo. Não se esqueça de colocar seu nome e a URL do seu blog. Se quiser, pode também divulgar. Um abraço.


Leandro Oliveira
2005 - Uma Odisséia Literária"

4:15 da tarde  
Blogger Maite said...

Boa tarde andorinha
Sabes que eu já tive essa opinião? (que a partir de uma certa idade as pessoas deixariam de sentir paixão). Mas também não ajudava nada a maneira como a maioria dessas pessoas encaravam a vida. Por isso quando somos mais novos, parece-nos que sim, que a chama da paixão acaba a partir de uma certa idade. Mas está provado que não.
E o texto da Pamina é delicioso :)

6:37 da tarde  
Blogger Pamina said...

Não vi o programa da SIC, mas fico contente que tenham mostrado essas imagens. Quanto mais as pessoas se habituarem a ver manifestações de ternura entre os "menos novos", mais encararão isso como algo natural.

Maite, acho que também passei por aí. Realmente, quando somos muito novos temos tendência para pensar que só as pessoas da nossa idade são capazes de sentir uma grande paixão e que quanto aos mais velhos "isso já não são coisas para a idade deles..."

Na minha opinião, estas ideias feitas também terão a ver com a nossa moral tradicionalmente repressora da sexualidade (o filme que eu referi era italiano).
Penso que noutros países estas questões são encaradas com mais naturalidade.
E aqui fica mais uma história das minhas: durante uma viagem de autocarro para o Algarve, observei que um casal de estrangeiros, para aí com "setentas", que estava sentado à minha frente se manteve a maior parte da viagem muito juntinho, com a cabeça da mulher contra o ombro dele.
Ainda não é muito vulgar ver-se os casais portugueses "menos jovens" agirem assim.

Que vos parece o tal dia do James Joyce? Gostava de mandar um texto, mas sem scanner vai ser difícil.

Beijinhos

7:39 da tarde  
Blogger andorinha said...

Boa tarde Maite,
Eu tenho que confessar que também já pensei assim. Mas mudei, felizmente.
Os mais velhos continuam a ter todo o direito a apaixonarem-se e a amarem, sem serem "censurados" por isso. O amor não é apanágio dos mais novos.
O texto da Pamina é mesmo uma delícia.:)

8:01 da tarde  
Blogger andorinha said...

Pamina,
O programa que referi foi muito interessante no sentido de desmistificar precisamente todos esses preconceitos que existem em relação às relações amorosas entre pessoas mais velhas.
Claro que tudo isto tem a ver (concordo contigo) com a nossa moral tradicionalmente castradora da sexualidade. A dos mais novos e a dos mais velhos continua a ser vista ainda com desconfiança e a causar um certo mal-estar.
Penso, também, que as coisas aos poucos vão mudando.
A história do autocarro é outra delícia.:)

8:09 da tarde  
Blogger Anna^ said...

Passei pra deixar um bjinho e desejar uma boa semana...e pra dizer q voltei :)

bjokas ":o)

10:42 da manhã  

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