segunda-feira, setembro 26

Foram-se...

os amores que tive
ou me tiveram:
partiram
num cortejo silencioso e iluminado.
O tempo ensinou-me
a não acreditar de mais na morte
nem desistir da vida: cultivo
alegrias num jardim
onde estamos eu, os sonhos idos,
os velhos amores e seus segredos.
E a esperança - que rebrilha
como pedrinhas de cor entre as raízes.

(Secreta mirada, 1997)

9 Comments:

Blogger Cláudia said...

A esperança pode sempre ter muitas cores, não é? Mesmo quando brilha pouquinho tem cores que são intensas e lindas...apenas porque nos permitem acreditar.

Fica bem. Beijo grande ***

11:30 da tarde  
Blogger andorinha said...

Olá Cláudia,
O tempo ensinou-me, sobretudo, a nunca desisiir da vida; como dizes, a esperança pode ter sempre muitas cores.
Beijinho.
Fica bem.:)

11:26 da manhã  
Blogger Rosa said...

Não sei explicar porquê, mas nunca gostei muito da palavra "esperança". Prefiro chamar-lhe "fé".
Beijinho, Andorinha! :)*

11:48 da manhã  
Blogger Pamina said...

Olá,
Gostei muito deste poema. Que boa escolha. É mesmo isso.
Um beijinho.

3:08 da tarde  
Blogger Anna^ said...

Amores que vão...outros que chegam.Sempre ouvi dizer que dor de amor se cura com outro amor.O que interessa é que a esperança não deixe nunca de brilhar.

Bjokas e uma boa noite ":o)

10:29 da tarde  
Blogger andorinha said...

Rosa,

Bem vinda.:)
Já eu não gosto muito da palavra "fé", tem para mim uma conotação demasiado religiosa.
Beijinho.

Pamina,
Um beijinho.:)

Anna^,
É isso, manter sempre viva a chama da esperança.
Beijinho.:)

12:42 da manhã  
Blogger I said...

Que lindo...

1:00 da manhã  
Blogger Mitsou said...

Que seja sempre florido, esse teu jardim. Basta sorrires :) Um beijinho muito doce.

4:55 da tarde  
Blogger andorinha said...

i&c,
Bem vinda.:)

Mitsou,
Bigada:)
Beijinho

8:23 da tarde  

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