terça-feira, abril 18

Razões afectivas na origem da dependência do telemóvel

"A dependência do telemóvel está ligada à necessidade que o ser humano tem de estar em contacto permanente com as pessoas de quem mais gosta. Esta é a principal conclusão de uma tese de mestrado denominada "24 horas sem telemóvel", apresentada por Patrícia Dias na Universidade Católica de Lisboa.
A autora observou ainda que o que leva as pessoas a comprarem telemóvel é a pressão social. Esclarece que "mesmo que não se tenha interesse nesta tecnologia, o facto de toda a gente ter um telemóvel, faz com que as pessoas se sintam excluídas e pressionadas a adquirir um."
Para a pesquisa que deu origem a esta tese, a autora pediu a seis pessoas que ficassem 24 horas sem telemóvel. Patrícia Dias adiantou que " o objectivo inicial era que ficassem uma semana sem esta tecnologia", mas ninguém aceitou essa condição."

Excertos de um artigo publicado ontem no JN

Pois é, novas tecnologias...novas dependências. A minha dependência ainda é muito ligeira. Reconheço que o telemóvel é imprescindível em certas ocasiões, mas há momentos em que preciso de me libertar da sua tirania e pura e simplesmente desligo-o.
Sou muitas vezes "censurada" por amigos que me dizem:"não sei para que tens telemóvel, se ontem tentei falar contigo e estava desligado!"
Por outro lado, confesso que não conseguiria passar uma semana sem telemóvel. Isso já seria pedir de mais.:)

13 Comments:

Blogger wind said...

Confesso que me viciei em ter sempre o telemóvel sempre ligado, até de noite. Nõ é que me telefonem ou eu telefone, mas há sempre o receio que haja alguma urgência e nem toda a gente tem o meu nºde casa. O pesoal dá o nº de tlm e nem se lembra de dar o de casa, é um facto, até porque passamos mais tempo fora do que dentro de casa. Beijos

6:58 da tarde  
Blogger Pamina said...

Olá,
Lembram-se da série de espionagem cómica com o agente Maxwell Smart? Ele fazia telefonemas do sapato e na altura toda a gente se ria e achava aquilo um disparate. Mal sabíamos nós que dali a umas décadas iriamos ter o nosso próprio telefone móvel:). Eu utilizo-o sobretudo quando saio, pois facilita imenso a vida. Acho que não estou viciada, mas agrada-me muito tê-lo.
Um beijinho.

9:15 da tarde  
Blogger AQUILES said...

Não estamos viciados. Estamos só "dependentes".

10:58 da tarde  
Blogger b' said...

boa noite andorinha,

gosto do aparelhinho e também o tenho sempre ligado :))

no entanto, se saio de casa sem ele não volto atrás para o ir buscar

e não entro em pânico se fico sem bateria

sofro de uma "dependência moderada"

beijinhos
@:)

11:20 da tarde  
Anonymous Ana Afonso said...

Ola Andorinha
Eu admito sou completamente dependente não saio de casa sem ele ... só a ideia de ficar sem telemovel é horrivel !!
Enfim admito o meu nome é Ana Afonso e sou telemoveldependente !!!
Abraços e sorrisos !!
Ana Afonso

7:43 da manhã  
Blogger Rosa said...

Odeio-o, mas não consigo viver sem ele... :)
Beijoca na asa.

1:43 da tarde  
Blogger HarryHaller said...

Tirando as necessidades básicas do ser humano, todas as demais "necessidades" fomos nós que as criámos, ou seja são necessidades artificiais. Logo quando a Andorinha diz que em certas situações o telemóvel é imprescindível, é-o porque tu criaste essa necessidade, pois, seguramente que na era pré -telemóvel,passaste pela mesma situação e não imploraste por um celular, pois não podias implorar por uma coisa que não existia.

Um abraço

Lobo das Estepes

4:58 da tarde  
Blogger Anna^ said...

Embora reconheça ser útil em algumas ocasiões,outras há em que o odeio!
Então quando os miúdos não atendem o deles,a minha angústia triplica.
O avanço tecnológico tem um preço;compete-nos a nós concordar com o pagamento ou não!

bjokas ":o)

6:21 da tarde  
Blogger Aspásia said...

Como todas as tecnologias (novas ou velhas!), há que saber usá-las, e não ser escravo delas... o mesmo se aplica às dependências não-tecnológicas - a comida, o café, o chocolate, o sexo, o cigarro, etc., etc...

Bjinhos

1:08 da manhã  
Blogger clotilde said...

Olá!
Descobri o blog através da ânna.
Gostei muito do texto. Voltarei com mais tempo para o ler melhor.
Parabéns.

1:12 da tarde  
Blogger Manolo Heredia said...

Quanto mais tecnologias de comunicação menos comunicamos. Esse é o paradoxo da actualidade.
Que saudades das cartas que escrevia aos 20 anos! Peimeiro pensava... depois escrevia... depois corrigia e só depois enviava!
Quem recebia a carta podia ler e reler. E de cada vez que relia ficava mais ciente daquilo que lhe estava a ser transmitido.
Hoje, dada a urgencia artificial que atribuimos a todo o acto de comunicação, não reflectimos, e acabamos por transmitir tudo truncado e quantas vezes deturpado (em relação àquilo que realmente queremos transmitir)

5:41 da tarde  
Blogger andorinha said...

Wind,
Eu de noite tenho-o sempre desligado, mas tenho amigos meus que o mantêm sempre ligado. São hábitos.
Beijos.

Pamina
Sim, quando saímos faz jeito, facilita realmente muito a vida.
Beijinhos.


Aquiles`
É uma dependência generalizada.

b',
Não passes a uma dependência severa.:)
Beijinhos

Ana afonso,
Há dependências piores, deixa lá.:)
Beijinhos.

Rosa,
Parece que estás a falar de um gajo. Looool
Uma bicada meiga.

Harryhaller,
Tens razão, todos os dias surgem novas dependências, a tecnologia a isso conduz.
Um abraço.

Anna^,
Sim senhora, muito bem dito.:)))
Fora de brincadeira, concordo contigo.
Jinhos.

Aspásia,
Exacto, mas às vezes a linha divisória é tão ténue...
Bjinhos.

Clotilde
Bem-vinda. Aparece sempre que queiras, a porta está aberta.
Beijinhos.

Manolo,
Na nossa geração sentimos isso.
Hoje é tudo muito mais rápido, mas muitas vezes menos profundo.
Mas temos que nos adaptar, ou seremos deixados para trás, o progresso é imparável.

7:25 da tarde  
Blogger mtc said...

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8:09 da tarde  

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